Sala de Imprensa
A CAIXA Cultural inaugura no dia 4 de abril, segunda-feira, às 19h, a exposição individual da artista Niobe Xandó Florestas Fantásticas&Máscaras Imaginárias. Esta primeira mostra individual da artista no Rio de Janeiro, reúne uma seleção de quarenta e duas pinturas e desenhos. Niobe Xandó, criadora de vasta obra, é constantemente reconhecida por sua originalidade nos quase sessenta anos de contínua e intensa atividade. A visibilidade que tem experimentado – principalmente a partir da sua inclusão, no ano 2000, na Mostra do Redescobrimento, Módulo de Arte Afro-Brasileira – é justa e merecida.
Seu trabalho resultou em obra sólida e múltipla, de atualidade evidente e sensibilidade muito própria, baseada em experiências pessoais bastante diferenciadas. A forte característica de liberdade de criação, aliada ao caráter lúdico, é uma constante. Depois de contemplada e estudada com atenção, a obra de Niobe Xandó surpreende cada vez mais. Seu trânsito pelas mais diversas tendências e movimentos (muitos deles pouco conhecidos entre nós) e a sobreposição de períodos e abordagens que promoveu em sua obra, criam inúmeras possibilidades de interpretação. Com amplo currículo nacional e internacional, Niobe Xandó já foi analisada em mais de cento e quarenta textos, escritos por renomados críticos brasileiros e estrangeiros.
A seleção das obras desta individual é assinada pelo curador independente Antonio Carlos Abdalla que pesquisa e cataloga a obra da artista há mais de 10 anos. Em 2007 foi realizada grande retrospectiva de Niobe Xandó na Pinacoteca do Estado de São Paulo e, em 2008, outra grande mostra (antológica) da artista foi feita no Museu Oscar Niemeyer, de Curitiba.
Serviço:
Exposição: Niobe Xandó – Florestas Fantásticas e Máscaras Imaginárias
(Niobe Xandó, Campos Novos do Paranapanema/SP, 1915 – São Paulo/SP, 2010)
Curadoria: Antonio Carlos Abdalla
Abertura: segunda-feira, dia 4 de abril de 2011, às 19h
Período expositivo: de 5 de abril a 29 de maio de 2011
de terça a sábado das 10h às 22h
domingo das 10h às 21h
entrada gratuita
Local: Caixa Cultural Rio de Janeiro – Grande Galeria
Avenida Chile 230 – Centro
2544-4080; 2544-1099; 2544-7666
Mais informações para a Imprensa pelo telefone (21) 2202-3096 com Wendel ou Jorge.
Exposição “Dos 3 aos 100” resgata as atividades criativas de Apo Fousek, um dos grandes talentos da arte urbana moderna.
Aos três anos de idade, Apoena Fousek já desenhava e pintava. E o que poderia ser uma brincadeira de criança era, na verdade, o início de uma promissora carreira. Apo Fousek – dos 3 aos 100, exposição que a Caixa Cultural Brasília abre no dia 03 de março, mostra o talento inegável desse que se lança como um dos mais promissores artistas contemporâneos.
A obra multimídia de Apo Fousek, admirador de Antonio Dias, Alex Flemming e Claire Rojas, extrapola nas artes plásticas as barreiras dos suportes convencionais. Aos 30 anos de idade, o artista continua brincando com pranchas de surf, skates, garrafas, camisetas e tudo que possa dar vazão a sua constante criatividade de menino. O resultado, que poderia ser ingênuo, é na verdade um retrato da arte urbana moderna, madura, que teve início nos anos 90 – quando Apo ainda começava a produzir comercialmente seus primeiros skateboards.
Apo Fousek, que já teve trabalhos expostos na Argentina e nos Estados Unidos, tem uma tônica que é dada pela completa liberdade de expressão, bem como a não similaridade entre uma mostra e outra, causando sempre admiração entre os que o contemplam. ”O trabalho artístico do Apo é um exemplo brilhante do que de melhor a linguagem urbana pode nos apresentar. Ele tem um traço diferenciado, racional, agradável, bem acabado e está justamente nesses atributos o valor desse artista que é um retrato do nosso mundo atual”, explica o curador da mostra, Paulo Vergolino.
A exposição, que tem produção da Cult Arte Comunicação, mostra objetos, camisetas e quadros que sofreram a intervenção do artista, desde a sua infância até a fase atual. Na gestão contemporânea da arte, Apo faz questão de mostrar em seu trabalho um dos mais latentes temas da sociedade moderna, ligado ao respeito à natureza e à necessária de boa convivência com todos os seres viventes do planeta.
“Tudo que sobra dos meus trabalhos está sendo, por mim mesmo, reciclado, reaproveitado e literalmente engarrafado”, revela o artista. “Isso é tão parte do meu mundo que, ao longo de alguns meses de trabalho, coloquei micro-pedaços de material descartado em 15 garrafas. Lá estariam as lembranças criativas de algo que pode fazer parte de um novo momento, de uma nova fase, de um novo artista, amanhã e daqui a 70 anos, quando vou estar com 100”.
SERVIÇO:
Exposição “Apo Fousek – dos 3 aos 100”
Curadoria: Paulo Vergolino
Local: CAIXA Cultural Brasília – Galeria Vitrine
Endereço: SBS, Quadra 4, lote 3/4, Brasília – DF | CEP 70092-900
Abertura: 3 de março de 2011, das 19h às 22h (para convidados e imprensa)
Visitação: 4 de março a 17 de abril de 2011
Horário: Diariamente, das 9h às 21h
Telefones: (61) 3206-9448 | 3206-9449
caixacultural.df@caixa.gov.br
www.caixa.gov.br/caixacultural
Classificação: Livre
Entrada franca
Acesso para portadores de necessidades especiais
Devido ao grande sucesso da exposição Anita Malfatti - 120 anos de nascimento – CCBB-DF, fizemos uma retrospectiva no Centro Cultural Banco do Brasil – Rio de Janeiro, que fica em cartaz de 31 de julho a 26 de setembro de 2010.
Após uma expressiva passagem por Brasília, onde foi visitada por quase 50 mil pessoas em 52 dias, esta mostra chega ao Rio de Janeiro com novidades que procuram completar o entendimento da obra de Anita Malfatti, conturbada, algumas vezes, mas sempre vigorosa, cheia de encantamentos e, sobretudo desafiadora, em diversos momentos de sua trajetória. A exposição engloba trabalhos de mais de 70 coleções particulares e de museus abrangendo todas as fazes de sua obra. Foram reunidas obras das mais importantes e significativas em uma única exposição.
CCBB Brasília comemora 120 anos de Anita Malfatti
Mostra homenageia ícone do modernismo brasileiro, que teve a vida atormentada pelas críticas
A São Paulo de 1917 ainda era muito provinciana para entender o que significava para a arte brasileira aquela exposição que acontecia na Rua Libero Badaró, 111. Ali, uma pintora que tentava esconder uma atrofia no braço e na mão direita, chamada Anita Malfatti, ousava mostrar para uma sociedade perplexa a mais pura arte expressionista. Somente cinco anos depois viria a assimilação com o novo durante a Semana de Arte Moderna do Theatro Municipal, onde estavam 22 obras suas. No entanto, as críticas que recebeu e a insatisfação com sua própria arte a perseguiriam por quase toda a vida.
A pressão da família, que não via futuro promissor para uma moça solteira deficiente e que não dava sinais de que poderia se tornar uma boa professora de arte, fez de Anita uma artista de muitas fases, inquieta, insegura e sempre incompreendida. Essa busca constante por se expressar livremente com os pincéis permeia a Retrospectiva Anita Malfatti – 120 anos de nascimento, que estréia nacionalmente no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, de 22 de fevereiro a 25 de abril.
“Sem dúvida ela foi a pioneira do modernismo no Brasil. A exposição de 1917 inspirou o movimento. Fala-se em Lasar Segall ou Belmiro de Almeida e Visconti como percussores, mas nenhum deles causou tanta polêmica. Ela teve repercussão. E quando a lenda ultrapassa o fato, publica-se a lenda”, afirma
Sobrinha de Cândido Portinari e sempre cercada por livros e quadros, seu interesse pela História e pela Filosofia da arte a levou até a vida e obra de Anita, o que lhe rendeu um prêmio de Estímulo de Curta-metragem da
Descoberta do expressionismo
Greggio reuniu 120 obras de diversos museus e de coleções particulares que mostram inúmeras e diferentes Anitas. A primeira delas (de 1909 a1914) é uma Anita naturalista-impressionista. Inclui o período em que ainda assinava como Babynha, como em seu primeiro quadro (Burrinho correndo), até o seu retorno de sua primeira viagem de estudos, quando esteve na Alemanha, onde o expressionismo explodia. Foi quando organizou sua primeira exposição individual em 1914. Essa fase reúne algumas preciosidades como Burrinho correndo, Meu
A segunda Anita, mostra sua fase mais esplendorosa (1915 -1922). É quando vai para os Estados Unidos e se entrega ao expressionismo. “A trajetória de Anita é singular. Todo mundo ia estudar na França. Ela foi para Alemanha e depois para os Estados Unidos, onde tinha parentes. Foi lá onde ela desabrochou”, lembra a curadora. A pintora rompe com todas as regras acadêmicas tão apreciadas pelos seus familiares, como o tio Jorge Krug, que financiará seus estudos no exterior, e a mãe, pintora clássica, Betty Krug, presença constante, rígida e autoritária na sua vida.
Exposição de 17
Mesmo com o escrachado desapontamento dos parentes com a produção artística que trazia na bagagem em seu retorno ao Brasil, Anita faz a exposição de 1917, onde apresenta obras que hoje são consideradas as mais significativas de seu acervo como A boba, A amiga, O farol, A onda, O homem amarelo, Ventania. Também é desta época o primeiro nu cubista brasileiro. “Ela tinha noção que a exposição de 17 ia ser um escândalo. Tanto que resolveu deixar essa obra (Nu cubista I) de fora”, conta Greggio, que incluiu o quadro na mostra.
Seus mais profundos receios recebem contornos dramáticos quando uma crítica de Monteiro Lobato, publicada no jornal O Estado de São Paulo, com o título de A propósito de exposição Malfatti, provoca um efeito devastador na sua exposição. Seus quadros foram devolvidos, outros destruídos. O único a levantar em seu favor foi Oswald de Andrade, o que a fez ser uma inspiração para um grupo de artistas ansiosos em promover uma revolução na arte brasileira.
“Foi ela. Foram seus quadros que nos deram essa primeira consciência de revolta e de coletividade em luta pela modernização das artes brasileiras. Pelo menos pra mim”, chegou a dizer Mario de Andrade
Retorno à ordem
Depois da Semana de Arte Moderna de 1922, Anita, que parecia ter encontrado seu lugar no famoso Grupo dos Cinco, parte, em agosto de 1923, para Paris, em nova viagem de estudos, desta vez financiada pelo Pensionato Artístico do Estado de São Paulo. Surge neste período, que dura até o final dos anos 20, uma nova face da pintora. “É o chamado “retorno à ordem”, ocorrido no pós-Segunda Guerra. Anita sofre influências de Matisse, Bonnard, começa a pintar interior-exterior, nus, temas recorrentes da época”, explica a curadora. São representativos dessa época os quadros La chambre bleue, Chinesa e Interior de Mônaco, que na exposição estará ao lado de seus estudos I e 2.
Ao retornar ao Brasil, no final de 1928, apesar do abandono à irreverência que marcou sua fase nos EUA, ela faz uma nova exposição sem grandes resultados financeiros e decide, a partir daí, a adotar uma postura ainda menos polêmica. Surge uma Anita muito mais acadêmica. Alguns acreditam que por nunca ter se recuperado das críticas feitas por Lobato ao seu trabalho. A pintora volta a lecionar e desenvolve séries de florais e retratos -- temas mais comerciais na época. “Todo movimento precisa ter uma vítima e um inimigo. Anita foi a vítima do modernismo brasileiro e o Lobato o vilão. Mas Anita tinha um relacionamento profissional com Lobato, que manteve depois da crítica. Mas de fato ela buscou, no seu retorno de Paris, a sobrevivência”, explica Greggio.
Pintando a seu modo
O academicismo não agradou os companheiros modernistas. Ela chega a ter seu quadro Época da Colonização (1939) recusado no Salão Oficial de Belas Artes do Rio de Janeiro, em 1940, o que provoca o rompimento definitivo com Mario de Andrade, a quem Anita atribuiu a recusa. O amigo, desde sua volta de Paris, cobrava de Anita um retorno ao seu estilo mais contundente.
Um ano após a morte de sua mãe, em 1955, Anita é convidada a expor no MASP e se mostra uma artista mais popular, exibindo suas últimas produções (1940-1950) – obras que refletiam os costumes e as belezas do interior brasileiro: Batizado na roça, Colheita de algodão, Casamento na roça e O baile são algumas de suas obras que expressam essa fase. “Tomei a liberdade de pintar ao meu modo”, era o nome da exposição e uma indicação de que as críticas não lhe importavam mais.
Cada vez mais recolhida em sua chácara
No próximo dia 06/08/2009
Em alusão ao teatro grego Abdalla apresenta a linha da curadoria que deu título a mostra – Ditirambo – “No teatro clássico grego é um canto coral de caráter apaixonado. Aqui serviu como mote para os desenhos de Ciça Camargo. O coral clássico é referência aos sons das vozes e o ritmo marcado e constante lembra o andar das pessoas”.
Ao longo destes três meses o grande público, cerca de 2.500.000 pessoas que circulam pelas estações do metrô de São Paulo, terão a oportunidade de conhecer o trabalho marcante desta artista através de 8 desenhos feitos em técnica mista sobre papel.
Vista como uma promessa de renovação nas artes plásticas, Ciça Camargo inaugura sua primeira mostra individual da forma mais gratificante para o artista: aos olhos de todo o tipo de pessoas, em um espaço público e através de uma iniciativa que pretende contribuir para levar a arte a todos de forma democrática e gratuita.
Serviço
•Em cartaz: a partir de 06/08/2009 na estação Tatuapé, em setembro na
No próximo dia 25/04/2009, às 20h, a Casa da Cultura de Paraty inaugura a
primeira mostra individual da artista Ciça Camargo.
Com
curadoria de
Nesta
primeira exposição individual a curadoria dividiu a mostra em 2 segmentos, o
primeiro com telas em preto, branco e cinza e poucos detalhes em cores, que
evidenciam a importância dos traços dos desenhos; e um segundo em que há uma
clara explosão de cores, molduras para uma pintura gestual, de pinceladas
amplas, generosas que denotam a carga de emoção que a artista registra em suas
obras.
A mostra combina o talento da artista, uma curadoria precisa e o fato
de Paraty ter se tornado uma referência no circuito artístico-cultural do país,
através das várias atividades que vem abrigando e promovendo nas áreas das
artes plásticas, música, literatura, entre outras iniciativas.
Serviço:
Abertura: 25/04/2009 – 20h
Em cartaz: de 26/04/2009 a 25/05/2009
De quarta a segunda das 10h às 18h30
Local:
Histórico – Paraty - RJ
Tel: (24) 3371-2325 – Contato: Milena Moraes
www.casadaculturaparaty.org.br
faleconosco@casadaculturaparaty.org.br
Ricardo Chiaradia
– o Rim - atua como artista plástico desde 1993, se profissionalizando como
autodidata em 1996. Desde então direcionou sua especialização para o Graffiti
criando e desenvolvendo projetos e ações de finalidades comerciais e artísticas
- com mais de 5.000 intervenções e dominando técnicas diversas: xilogravura,
customização de camisetas, live paint e pintura em tela. Seu trabalho é
autoral e tem uma característica única: trazer a influência do cubismo ao
Graffiti, tornando seu estilo de fácil identificação.
Nesta mostra
o objetivo do artista é levar ao maior número de pessoas a arte do graffiti
como forma de manifestação urbana, de acolhimento, de inclusão social. De dar
oportunidade a ele próprio e ao expectador de interagir, de provocar a abertura
do olhar para um estilo contemporâneo e totalmente integrado à cidade,
utilizando como recurso a alusão à preservação do meio-ambiente que deve estar
identificada no RG das cidades, sendo elas metrópoles urbanas ou não.
•Abertura - Pintura
do Painel: 08/05/2009, às 10h, estação Brás.
•Em cartaz: a partir
de 09/05 na estação Brás, em junho na Vila Mariana e julho na República.